Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) estudou os efeitos de um programa de exercícios físicos para a recuperação de pacientes que tiveram Covid-19 e obteve resultados positivos para a melhora da qualidade de vida e das sequelas temporárias da doença.
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O programa de exercícios foi especificamente desenvolvido para pacientes que tiveram casos graves de Covid com sintomas persistentes, uma vez que foi desenhado com base na escala funcional pós-Covid (PCFS), que mede a funcionalidade dos indivíduos após infecção pela doença.
“Essa condição se torna um problema de saúde pública porque, se por um lado conseguimos conter o espalhamento do vírus e diminuir a gravidade das infecções, por outro, o número de pessoas contaminadas foi elevado e, por isso, o número de pessoas que vão requerer algum auxílio para se recuperar também é muito grande”, explica Hamilton Roschel, coordenador do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da FMUSP.
Os pesquisadores notaram melhora em parâmetros cardiorrespiratórios, por exemplo, no consumo de oxigênio e recuperação da frequência cardíaca após esforço, diminuição da gordura corporal, e a redução de sintomas relacionados à doença
“Os pacientes diminuíram o número total de sintomas, e de maneira ainda mais enfática, sintomas como dor muscular, fadiga e fraqueza”, completa Roschel.
A qualidade de vida relacionada à saúde também apresentou melhora significativa, segundo os dados coletados por um questionário padronizado que media função, dores no corpo, vitalidade, função social, saúde mental e emocional, entre outros. O programa melhorou todos os domínios analisados, com destaque para os componentes físicos, funcionamento físico, vitalidade e saúde geral.
*Com informações do Jornal da USP.
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