Mais de 12 mil startups nasceram no Brasil nos últimos anos, um crescimento expressivo que também trouxe um desafio crucial: a falta de preparo em cibersegurança, uma vulnerabilidade que afeta a reputação e o potencial de atrair novos investimentos. É o que revela uma pesquisa realizada pela Akamai Technologies em parceria com a Innovation Latam, que entrevistou mais de cem startups brasileiras sobre práticas de segurança e captação de investimentos.
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Os dados revelam que 31% dos respondentes sofreram ataques automatizados e 25% foram alvo de ransomware e roubo de credenciais. Entretanto, apenas 35% implementaram práticas de segurança digital adequadas, como criptografia e ferramentas de comunicação seguras.
O levantamento conversa diretamente com o estado dos aportes em empresas desse tipo no Brasil. Das startups entrevistadas, 68% ainda não receberam investimentos externos, enquanto apenas 11% obtiveram investimento-anjo e 15%, subsídios governamentais. O cenário de ataques em alta e dificuldade em implementar medidas de proteção expõe uma barreira considerável para o crescimento e competitividade em um mercado global cada vez mais dinâmico, além de exigir que as empresas aprimorem sua segurança para atrair investidores.
O papel da nuvem e da IA no futuro das startups
“A pesquisa destaca que a adoção de soluções de cloud computing pode ser um diferencial importante para as startups brasileiras, permitindo uma escalabilidade eficiente e segura. A computação em nuvem possibilita que as empresas cresçam sem custos excessivos e com maior proteção de dados”, destaca Claudio Baumann, diretor-geral LATAM da Akamai Technologies. Já a automação e a inteligência artificial (IA) estão ganhando espaço, com mais da metade das startups entrevistadas implementando inteligência artificial em seus processos. Contudo, apenas 12% estão explorando ativamente a tecnologia para planejamento de expansões, enquanto 7% não a veem como prioridade.
Tendências para crescimento e competitividade das startups brasileiras
Para alcançar seu potencial e garantir a confiança dos investidores, Baumann aponta que as startups brasileiras devem priorizar áreas estratégicas como:
Aposta no digital e na automação: A adoção de automação e IA pode aumentar a eficiência e reduzir custos operacionais. Hoje, 45% das startups já utilizam essas tecnologias, mas o número precisa crescer para que possam competir em escala global.
Investimento em soluções de cloud: A adoção de soluções em nuvem se tornou essencial para garantir a escalabilidade e segurança dos dados. Startups que investem em políticas públicas conseguem expandir com rapidez e segurança, garantindo proteção a longo prazo. O relatório aponta a preferência por provedores que possibilitem uma expansão segura e adaptável. “A migração para a nuvem é um movimento natural, mas desafiador para muitas startups, especialmente devido aos custos e à complexidade de gestão”, comenta Baumann. “Para startups, a nuvem não é apenas uma solução técnica, mas uma opção de crescimento escalável e flexível”.
Cibersegurança como pilar estratégico: A proteção de dados e a implementação de estratégias robustas de cibersegurança são essenciais para evitar perdas financeiras e de confiança. Startups que negligenciam essas práticas correm o risco de afastar investidores e clientes.
A pesquisa também destaca uma dificuldade significativa em atender às regulamentações de proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Aproximadamente 31% das startups indicaram familiaridade moderada com as exigências da LGPD, o que indica que uma quantidade relevante dessas empresas pode estar exposta a riscos.
“A pesquisa aponta que, embora os desafios de cibersegurança sejam significativos, as startups brasileiras têm potencial imenso para crescer e prosperar. Ao investirem em segurança digital, automação e inovações como a IA, estarão mais bem preparadas para competir globalmente e atrair investidores interessados em negócios sustentáveis e seguros”, completa João Pedro Brasileiro, CEO da Innovation Latam.
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