O sucesso do projeto pode acelerar a adoção de combustíveis limpos e consolidar o Brasil como fornecedor global de energia renovável. (Foto: Envato Elements)
Brasil e Noruega firmaram um acordo para desenvolver um corredor marítimo sustentável transatlântico, com previsão de apresentação na COP30, em novembro. A iniciativa busca reduzir as emissões do transporte marítimo, setor responsável por 3% dos gases de efeito estufa (GEE), substituindo combustíveis fósseis por alternativas de baixo carbono.
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O projeto-piloto, assinado nesta semana, envolve indústria e institutos de pesquisa dos dois países. O estudo avaliará rotas estratégicas e a viabilidade de combustíveis de emissão zero, como metanol e amônia verdes, derivados de hidrogênio obtido por eletrólise. A falta de infraestrutura, no entanto, ainda limita a expansão desses combustíveis.
A BloombergNEF aponta um crescimento na demanda por embarcações sustentáveis. Entre 2023 e 2024, a aquisição desses navios quadruplicou para US$ 452 milhões. A ONU estima que serão necessários entre US$ 28 bilhões e US$ 90 bilhões por ano até 2050 para adaptar a infraestrutura portuária.
A transição energética no setor ganhou impulso após a meta global de emissões líquidas zero até 2050. A Organização Marítima Internacional (IMO) discute um imposto sobre o carbono das embarcações, o que pode influenciar rotas comerciais e custos logísticos.
Nesse contexto, o Brasil busca se posicionar nesse mercado emergente, explorando seu potencial para combustíveis renováveis. O governo norueguês apoia iniciativas similares e aposta na descarbonização marítima como estratégia econômica e ambiental.
O acordo será um teste para a viabilidade do corredor sustentável e das novas tecnologias. O sucesso do projeto pode acelerar a adoção de combustíveis limpos e consolidar o Brasil como fornecedor global de energia renovável para o setor.
*Com informações do portal eixos
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