Para 2025, o projeto de Orçamento prevê superávit primário de R$ 3,7 bilhões, desconsiderando precatórios. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) fecharam janeiro com superávit primário de R$ 84,9 bilhões, alta real de 2,2% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados do Tesouro Nacional. O valor é o maior para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1997, em termos nominais, e o terceiro maior considerando a inflação.
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O resultado superou a expectativa do mercado, que projetava saldo positivo de R$ 83,4 bilhões, conforme a pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda. A meta fiscal para 2024 prevê déficit primário zero, com margem de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.
A receita líquida cresceu 3,7% acima da inflação, impulsionada pelo aumento na arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do Imposto de Renda Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), segundo o Tesouro. O Imposto de Importação também teve alta significativa. As receitas não administradas pela Receita Federal caíram 2,5% devido à ausência de um depósito judicial registrado no ano anterior.
As despesas totais avançaram 4,4% acima da inflação, com os gastos com a Previdência subirndo 2,4% com o aumento de beneficiários e a valorização do salário-mínimo. O Benefício de Prestação Continuada teve alta de 14,8%. Os gastos com saúde cresceram R$ 2,4 bilhões, enquanto as despesas discricionárias aumentaram 25,2%.
Os investimentos públicos somaram R$ 3,2 bilhões, alta de 73% acima da inflação. Segundo o Tesouro, a variação reflete oscilações no fluxo de obras públicas. Os gastos com funcionalismo caíram 4,2% devido ao atraso na aprovação do Orçamento, postergando reajustes salariais.
Para 2025, o projeto de Orçamento prevê superávit primário de R$ 3,7 bilhões, desconsiderando precatórios. Ao incluí-los, o déficit projetado sobe para R$ 44,1 bilhões. A votação do orçamento está prevista para março.
A arrecadação federal de janeiro será divulgada apenas na segunda semana de março, impactada pela greve na Receita Federal.
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