O pacote impõe tarifas recíprocas a países que, segundo Washington, adotam barreiras desproporcionais contra produtos americanos. (Foto: Reprodução/Elizabeth Frantz/Reuters)
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA), apresentará nesta quarta-feira (2) um novo plano de tarifas comerciais, o mais abrangente em cem anos. Batizado de “Dia da Libertação”, o pacote impõe tarifas recíprocas a países que, segundo Washington, adotam barreiras desproporcionais contra produtos americanos. A medida representa um rompimento com o sistema multilateral da Organização Mundial do Comércio (OMC).
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O conceito de tarifa recíproca determina que os EUA cobrem dos países os mesmos percentuais aplicados sobre produtos americanos. Na prática, isso ignora acordos multilaterais e pode intensificar disputas comerciais. A lista de possíveis alvos inclui China, União Europeia, México, Canadá, Brasil, Japão e Coreia do Sul.
A China já enfrenta sobretaxas amplas, enquanto México e Canadá lidam com tarifas sobre aço, alumínio e automóveis. O Brasil, que tem tarifa média de importação de 11,3% sobre produtos dos EUA, corre risco de retaliação, já que Trump considera essas taxas “injustas”.
A Bloomberg Economics estima que as novas tarifas possam elevar a taxa média dos EUA em até 28 pontos percentuais, reduzindo o PIB americano em 4% e elevando preços em até 2,5% nos próximos anos. A Câmara de Comércio Americana na União Europeia alerta que US$ 9,5 trilhões em comércio global estão em risco.
Para o Brasil, os efeitos imediatos devem ser limitados. Setores como aeronaves, aço e petróleo não estão entre os principais alvos. No entanto, se Washington decidir penalizar países com tarifas médias elevadas, o Brasil pode enfrentar sanções mais severas.
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