Agro amplia empregos e representa 26% do total de ocupações no país

Por: Redação | Em:
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Os rendimentos médios no agro cresceram 4,5% em 2024, acima do aumento registrado no mercado de trabalho geral (4,0%). (Foto: Envato Elements)

O setor agropecuário brasileiro empregou 28,2 milhões de pessoas em 2024, um crescimento de 1% em relação ao ano anterior, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O segmento representou 26,02% do total de ocupações no país.


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O aumento no agro foi impulsionado pelo crescimento de empregados formais e informais, além da maior presença de trabalhadores com ensino superior. A participação feminina também cresceu, seguindo uma tendência histórica do setor.

Os segmentos que mais geraram empregos foram os de insumos, com alta de 3,6% no número de trabalhadores, agroindústrias (5,2%) e agrosserviços (3,4%). Juntos, esses setores adicionaram mais de 580 mil pessoas ao mercado de trabalho.

Na agroindústria, o crescimento foi liderado pelos setores de abate de animais, que registrou alta de 7,2% e adicionou 43,7 mil trabalhadores, e de produção de massas e outros alimentos, com crescimento de 10,4% (40,6 mil trabalhadores). A moagem de grãos e produtos amiláceos teve o maior avanço proporcional, de 14,6%, com 22,5 mil novas contratações.

No setor de insumos, o principal destaque foi a indústria de rações, que registrou aumento de 14,6% no número de ocupados, somando 18 mil novos postos de trabalho. Já a indústria de medicamentos veterinários teve avanço mais modesto, de 2,1%, com 395 novas contratações.

Rendimentos e desafios no agro

Os rendimentos médios no agro cresceram 4,5% em 2024, acima do aumento registrado no mercado de trabalho geral (4,0%). Entre os empregadores do setor, o avanço foi menor, de 1,6%, enquanto os trabalhadores por conta própria tiveram alta de 3,3%.

Por outro lado, o segmento primário do agronegócio registrou queda na ocupação, com redução de 3,7% (302 mil trabalhadores). A retração foi puxada pelas perdas na agricultura, que perdeu 167 mil postos (-3,1%), e na pecuária, com redução de 135 mil empregos (-4,7%).

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