A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que teve início em novembro 2024, está planejada para permanecer em campo até novembro 2025. (Foto: Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Estadão)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com apoio do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), realizou, na manhã de hoje (04), balanço da primeira etapa da coleta de informações da nova Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). A Pesquisa está sendo realizada em todo o Brasil e no Ceará envolve 4.735 domicílios de 94 dos 184 municípios cearenses. Dos domicílios cearenses, 1,5 mil já foram visitados na primeira etapa da coleta de dados.
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O evento fez parte da divulgação do IBGE/Nacional, transmitido on-line, e que contou com a participação (simultânea) das Superintendências Estaduais do Instituto no país, que teve também transmissão on-line. Em todo o Brasil, a pesquisa envolve pouco mais de 103 mil domicílios em todas as regiões. Para o levantamento no estado, o IBGE disponibilizou 53 entrevistadores, e equipes com cinco supervisores e uma coordenação.
O diretor-geral do Ipece, Alfredo Pessoa, ao abrir evento, ressaltou que a POF é de fundamental importância, pois atualiza e mostra detalhadamente o padrão de consumo e gastos da população brasileira, possibilitando traçar um perfil das condições de vida a partir da análise de seus orçamentos domésticos. E isso – frisa – gera dados para realização de vários estudos que podem nortear, inclusive, a adoção de políticas públicas. Ele também enalteceu determinação do IBGE em procurar os institutos de pesquisa para realizar, em conjunto, a divulgação da POF.
De acordo com o superintendente do IBGE no Ceará, Francisco Lopes, a POF, que teve início em novembro 2024, está planejada para permanecer em campo até novembro 2025. “Neste momento, já se passou cerca de 32,0% do tempo destinado ao campo da pesquisa. Em termos de domicílios visitados, o percentual é semelhante. A previsão para divulgação dos primeiros resultados é em 2027.
O objetivo do evento, segundo Francisco Lopes, é sustentar e reforçar a sensibilização da população do Ceará sobre a importância da POF e garantir a colaboração contínua dos domicílios selecionados na amostra até o final da coleta, utilizando estratégias de baixo custo e alto impacto. “A POF continua ouvindo a sua voz para construir um Ceará melhor. Sua participação é segura, confidencial e segue sendo essencial para o futuro do nosso estado” – frisa.
Luciano Oliveira Vieira, coordenador da POF no Ceará, observa que a pesquisa, na sua totalidade, vai ser desenvolvida em 12 meses, sendo que a primeira teve início em novembro do ano passado e terminou em fevereiro. A segunda foi iniciada em fevereiro e tem término em maio e depois seguem as duas outras etapas. “Cada etapa é formada por 13 semanas, ou seja, são 52 períodos teóricos com sete dias”.
O Coordenador da POF ressalta que, dos 4.735 domicílios que vão ser alvos da pesquisa no Ceará, 1.514 já foram visitados, o que representa 32% da amostra total. As coletas em áreas urbanas atingiram 1.177 dos 4.004 previstas, ou seja, 29,4%. Em áreas rurais, da amostra no Ceará de 731 domicílios, 335 já foram visitados, o equivalente a 46%.
Para concluir, ele explica que a POF utiliza sete questionários que são organizados por temas, tipo de despesas e períodos de referência: Características do Domicílio e dos Moradores Aquisição coletiva; Caderneta de aquisição coletiva; Aquisição individual; Trabalho e rendimento individual; Condições de Vida e Consumo alimentar pessoal.
Dentre os participantes do evento, realizado na sede do Ipece, estavam o diretor-geral do Ipece, professor Alfredo Pessoa; o superintendente estadual do IBGE, Francisco Lopes; Helder Pita Rocha, chefe da Seção de Divulgação e Disseminação de Dados, e Luciano Oliveira, coordenador de Pesquisa, ambos do IBGE. Prestigiaram a divulgação técnicos e analistas de políticas públicas do Ipece e técnicos do IBGE.
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